REDES NEURAIS
25/11/2017 9:2 por João Pedro Soares da
Silveira El Kadri
O QUE SÃO
As Redes Neurais Artificiais (RNAs) são,
resumidamente, métodos que utilizam modelagem computacional para analisar
informações e gerar resultados. Baseadas no funcionamento dos neurônios, as
redes neurais conseguem “aprender” e reconhecer padrões através da experiência.
Os
neurônios, de fundamental importância no processo de raciocínio dos mamíferos,
são compostos por dendritos, corpo celular e axônios que são responsáveis por
receber estímulos, processa-los e transmitir o resultado do processamento,
respectivamente. Quanto maior o número de células interligadas e trabalhando em
conjunto, maior a capacidade de processamento. Com alguns bilhões de neurônios
e constantes sinapses, o cérebro humano forma uma imensa e complexa rede.
Baseando-se
na maneira de como os neurônios funcionam, foram criados os neurônios
artificiais, que trabalham com regras de processamento que retornam “0” ou “1”.
Basicamente o neurônio capta diversos estímulos, as chamadas entradas, são
criadas algumas regras que processam essas entradas, e retorna uma única saída.
Para obter-se um bom processamento, criam-se diversas camadas conforme a imagem
que segue.
Figura 1: Camadas de processamento. Fonte: https://www.tecmundo.com.br/programacao/2754-o-que-sao-redes-neurais-.htm
Acesso: 17/11/2017
COMO APRENDEM?
O
grande diferencial das redes neurais é que elas não seguem um programa
pré-definido como as portas lógicas. As redes aprendem com o processo testando
varias vezes o estímulo em um sistema de pesos, a cada vez que a rede acerta
ela ganha pontos e quando erra, os perde.
De acordo
com o Professor da USP André Ponce de Leon F. de Carvalho, existem alguns
processos de aprendizagem, que podem ser assim descritos:
“Aprendizado Supervisionado, quando é
utilizado um agente externo que indica à rede a resposta desejada para o padrão
de entrada;
Aprendizado Não Supervisionado
(auto-organização), quando não existe um agente externo indicando a resposta
desejada para os padrões de entrada;
Reforço, quando um crítico externo
avalia a resposta fornecida pela rede.”
Dessa
forma a rede procura sempre seguir o caminho mais reforçado e, com o tempo, a
rede se aprimora cada vez mais apresentando erro próximo de zero. Aprendendo
diversas funções sem depender de memória, bastando apenas novos neurônios de
saída.
APLICAÇÕES
Analisando
a vertente da Inteligência Artificial, temos os computadores tradicionais que
conseguem até executar algumas tarefas mas, para tanto, utilizam de
programações e regras fixas com processamento único. Já as redes são
“flexíveis”, conseguem aprender com seus erros, se autodesenvolver, executar
processos simultâneos, e com isso, desempenhar tarefas distintas sem novas
instruções.
Sua
única limitação é a própria experiência.
REFERÊNCIAS
http://conteudo.icmc.usp.br/pessoas/andre/research/neural/
https://www.tecmundo.com.br/programacao/2754-o-q

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